Após ser declarada morta por erro, maranhense luta para conseguir atendimento médico no Maranhão
Após ser declarada morta por erro, maranhense luta para conseguir atendimento médico no MA A maranhense Maria José Teixeira Marques, de 53 anos, está sem co...
Após ser declarada morta por erro, maranhense luta para conseguir atendimento médico no MA A maranhense Maria José Teixeira Marques, de 53 anos, está sem conseguir de saúde porque está constando como morta no sistema da rede estadual de saúde. Após tentar resolver o problema de várias formas, ela registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que investiga o caso. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Ela descobriu a inconsistência há pouco mais de um mês. Durante todo esse tempo, ela não consegue marcar consultas ou exames na rede pública do Estado, por estar registrada como morta no sistema do Disk Saúde. Segundo Maria José, ela descobriu que o óbito foi registrado em 30 de março de 2023. Quando questionou a equipe de marcação de atendimento, ninguém soube informar a causa e nem o local da morte atestada. De 2019 a 2022, a autônoma morou em São Paulo a trabalho e quando retornou ao Maranhão, precisou apenas de serviços de urgência e emergência. Mas, atualmente, os problemas de saúde se agravaram e ela depende de acompanhamento médico frequente. "Foi um susto. A moça atendeu e falou assim 'pode passar o CPF dela e o nome dela de novo'. E ela disse 'não, essa pessoa está em óbito, o documento dela aqui está inativo'. Ela deu os dados tudinho e deu certinho", disse Maria José. Maria José Teixeira Marques, de 53 anos, foi declarada morta por engano Reprodução/TV Mirante Para tentar ajudar a resolver o problema, Andressa Braga, nora de Maria José, também entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Nos atendimentos, ela descobriu que foram realizados agendamentos de consultas feito no nome da sogra enquanto ela ainda morava em São Paulo. "Eu perguntei se no período de 2019 até 2022, que foi o período que ela ficou em São Paulo, se tinha registro de consultas e ela confirmou que sim. E eu fui indagando, com as datas e teve uma consulta, marcado para um angiologista que ela nunca nem marcou", explicou a nora. Sem uma solução para o problema, a família registrou um boletim de ocorrência e buscou a Defensoria Pública. Entretanto, até o momento, não teve nenhum retorno. Segundo o defensor público Cosmo Sobral, no sistema da Receita Federal, os dados de Maria José aparecem ainda como ativos, que o demonstra uma inconsistência. "Nós verificamos uma inconsistência no cadastro do sistema SUS. E aqui, nesse caso, há uma inconsistência no cadastro no âmbito do estado, porque, nós já fizemos uma pesquisa na Receita Federal e consta que a paciente está viva. Ou seja, não houve cancelamento de CPF, certamente o que aconteceu foi uma notícia falsa de que ela faleceu em uma das unidades de saúde da rede estadual", disse. De acordo com a Defensoria Pública do Estado, o problema deve ser resolvido por via administrativa e que a solicitação deve ser feita à Secretaria de Saúde do Maranhão. O Ministério da Saúde informou que, em situações de registro indevido de óbito no Cadastro SUS, a orientação é que o cidadão procure a unidade de saúde mais próxima para solicitar a retirada do óbito indevido no sistema. Os operadores das unidades têm autonomia para realizar a correção. Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.