Obesidade cresce entre crianças e adolescentes entre 10 a 19 anos, mas cai entre menores de cinco anos no MA

G1 O Maranhão registrou um aumento no percentual de crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 19 anos, com excesso de peso nos últimos dez anos. Os dado...

Obesidade cresce entre crianças e adolescentes entre 10 a 19 anos, mas cai entre menores de cinco anos no MA
Obesidade cresce entre crianças e adolescentes entre 10 a 19 anos, mas cai entre menores de cinco anos no MA (Foto: Reprodução)

G1 O Maranhão registrou um aumento no percentual de crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 19 anos, com excesso de peso nos últimos dez anos. Os dados são de um levantamento nacional com base nos dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), mantido pelo Ministério da Saúde via organização ImpulsoGov. Segundo o levantamento, o percentual de adolescentes com excesso de peso subiu de 18% em 2014 para 23% em 2024. Esse crescimento acompanha a tendência nacional, que aponta que 1 em cada 3 jovens dessa faixa etária apresenta excesso de peso atualmente. A situação é alarmante, segundo especialistas ouvidos pelo g1; eles afirmam que excesso de peso nos anos iniciais da vida adulta pode aumentar o risco de doenças cardíacas, diabetes e Acidente Vascular Cerebral (AVC) – algumas das principais causas de mortes no país. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Entre os estados do Nordeste, o Maranhão registrou a menor aumento percentual de jovens nessa faixa etária com excesso de peso. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia ocupam as três primeiras posições no ranking com as maiores proporções. Em São Luís, subiu de 20% para 25,1% o percentual de crianças e adolescentes, com 10 a 19 anos, que estão com excesso de peso na última década. Em 2014, haviam 3.769 pessoas nessa faixa etária com características de excesso de peso, sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. Em 2024, esse número chegou a 10.257. Excesso de peso entre crianças e adolescentes de 10 a 19 anos 📈O levantamento nacional mostra que o sobrepeso entre crianças e adolescentes subiu quase 9% em dez anos, entre 2014 e 2024. Segundo os dados, são 2,6 milhões de crianças e adolescentes nessa faixa de idade com algum tipo de sobrepeso. Sobrepeso: 1.542.975 Obesidade: 840.808 Obesidade grave: 237.228 Queda no excesso de peso entre crianças menores de cinco anos Especialista fala sobre o índice de obesidade no Maranhão Em contrapartida, o Maranhão registrou uma leve redução no percentual de crianças com até cinco anos de idade com excesso de peso. O índice caiu de 18% para 14% entre 2014 e 2024, acompanhando uma tendência nacional de queda nessa faixa etária. O levantamento também analisou a queda de risco de sobrepeso e excesso de peso em crianças menores de 5 anos. O Maranhão também obteve uma queda de três pontos percentuais, caindo de 33% para 30% nos últimos dez anos. arte g1 Por que isso está acontecendo? 🍪 A pesquisa mostra que a alta é motivada pelo alto consumo de ultraprocessados, de bebidas adoçadas e embutidos –alimentos assinalados como parte importante da dieta pela maioria daqueles que foram identificados com sobrepeso. 🍝 Entre os alimentos citados estão macarrão instantâneo, biscoito recheado e salgadinho. A médica endocrinologista Maria Fernanda Barca, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), explica que a alimentação das crianças e adolescentes é um reflexo dos maus hábitos dos adultos. “A gente tem mais oferta de ultraprocessados. Os alimentos ultra calóricos estão super acessíveis para as crianças e adolescentes em casa. O reflexo disso é uma infância e adolescência com sobrepeso”, explica. 📱A médica ainda reforça que essa mudança de hábito veio associada a uma vida mais sedentária – o que também é mostrado na pesquisa. Os índices apontam que, entre as crianças e adolescentes com sobrepeso, a maioria passa tempo considerável em frente às telas e se alimentam diante delas. “As crianças e adolescentes têm uma alimentação de pior qualidade e somado a isso estão mais sedentárias. Isso se reflete na pesquisa quando olhamos os índices nas grandes cidades, por exemplo, em que se caminha menos. A soma desses fatores cria esse cenário no país”, explica.